1889

Tenho a crescente convicção de que a república não vingou.

Penso as vezes que se Floriano Peixoto, Ruy Barbosa e outros pais do levante republicano, vissem o atual estado de coisas a que fomos reduzidos, fariam “penitência” pelo ato revolucionário.

Penitência é algo faltoso no vocabulário, no imaginário e na vida das pessoas modernas. Coisa sensata é essa de ver que se errou e tentar reparar o erro cometido.

Quantas são as ilusões inerentes a nossos sonhos mais sublimes? O quanto nos cegamos quando pensamos ser os iluminados e os iluministas? Quanta dor causamos quando pretendemos ter a cura?

Errar faz parte da caminhada! Só acerta quem considera a possibilidade de errar. Triste, porém, são esses dias em que não se pode falar de erros, pecados, crimes… tudo foi reduzido a um discurso sedutor, arguto e intra-perverso que continua nos incitando a sermos como “Deus”.

Rodrigo

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