Apresentação

Definir-se em palavras é no mínimo uma vaidade, na maior parte do tempo uma temeridade. Sigo, sempre, seduzido pelo homem que se inscreveu na história por aquilo que fez (mesmo na obscuridade dos relatos e ignorado pela vã curiosidade). Ora sou um leitor voraz, ora um silencioso contemplativo, ora um aventureiro, ora um calculador inseguro, um idealista -quase sempre-, um angustiado racionalista, um cristão, um miserável mendigando um bocado de fé, um paradoxo sempre. Pai e psicólogo, amante-amador, um sábio iludido e um tolo nos rompantes de lucidez. Sou, constantemente, uma variável circunstancial a procura…

* Rodrigo Virtuoso França Leal